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Mesmo com poucas chuvas, propriedades da Paraíba devem gerar 3,5 mil kg de algodão por hectare

Produção de algodão herbáceo orgânico é realizada com a utilização de defensivos naturais, que estão sendo aplicados de forma preventiva, sendo preparados à base de sabão, fumo e querosene.

Com a utilização de defensivos naturais, uma experiência de produção de algodão herbáceo orgânico está sendo desenvolvida por cotonicultores do município de Jericó, na região de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, a 422 km de João Pessoa, em uma área de 14,3 hectares.

Os agricultores estimam que a produção por hectare possa ser de cerca de 3,5 mil kg de algodão. Os produtores participam do Projeto ‘Brasil Próximo’, fruto de convênio Brasil-Itália.

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Os campos de algodoeiros herbáceos orgânicos pertencem aos produtores Josafá Francisco da Silva (1,0 ha), Edílson Anterino (3,8 ha), Francisco das Chagas Sousa (5,5 ha), Francisco Vidal de Negreiros (1,0 ha), José Severino da Silva (2,0 ha) e Benedito Francisco da Silva (1,0 ha), estando localizados nas comunidades Várzea da Porta, Varzinha, Umburana, Recanto II, Várzea dos Cavalos e Fortuna.

Os algodoeiros herbáceos implantados no município são da variedade BRS187 8H, tendo sido plantados no espaçamento de um metro entre fileiras e 0,5 metro entre covas, com duas a três plantas por cova, estando em fases vegetativas diferentes. O manejo das referidas áreas está sendo feito com o uso de estercos de animais na fertilização do solo e de defensivos naturais para o combate de pragas.

Técnica aplicada

Os defensivos naturais estão sendo aplicados de forma preventiva, em intervalos de sete dias, sendo preparados à base de sabão, fumo e querosene, tendo combatido eficientemente a incidência de lagartas e mosca branca. O preparo da calda fertilizante é feito pelos agricultores participantes do projeto, com orientação dos técnicos envolvidos. Na área de algodoeiro herbáceo irrigada, as plantas se encontram com um porte avantajado, tendo havido a formação de botões florais e maças em abundância.

Devido à escassez de chuvas e irregularidade climática no município, o crescimento vegetativo e a produção dos algodoeiros herbáceos implantados estão prejudicados, uma vez que a precipitação pluviométrica, até esta sexta-feira (15), foi de 304,7 mm, distribuída de forma irregular, tendo havido maior concentração de chuvas no mês de março (125,3 mm) e menores nos meses de abril (71,2 mm) e maio (1,0 mm).

As orientações para a produção estão sendo ministradas pelo gerente local da Emater-PB, Jailson Custódio da Anunciação, e pelo assessor regional José Geraldo Rodrigues dos Santos, que visitam semanalmente as áreas plantadas. O trabalho de assessoramento tem também o acompanhamento do coordenador regional da Emater-PB em Catolé do Rocha, Francisco Veras Diniz.

O ‘Brasil Próximo’ tem como objetivo implementar projetos piloto de desenvolvimento local em estados e municípios que integram o acordo de cooperação Brasil-Itália pelo sistema de cooperação descentralizada, do qual a Paraíba participa. 


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Fonte: Portal Correio
Foto: Divulgação

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